Neste capítulo, você vai entender para que serve o Evolutionary Change Canvas, que tipo de reflexão ele organiza e como usá-lo para manter a mudança evolutiva em movimento.
Mudança evolutiva não significa mudança sem planejamento. Para que pequenos passos levem a algum lugar, o coach precisa de uma visão estruturada do contexto: o que incomoda as pessoas, o que a organização espera, quais tensões existem e qual experimento faz sentido agora. O Evolutionary Change Canvas, trabalhado no treinamento Kanban Coaching – KC, cumpre esse papel: reúne em uma única visão as informações que orientam a próxima mudança.
Por que usar um canvas
Sem uma estrutura, as conversas sobre mudança se perdem em opiniões. Cada pessoa enxerga um pedaço do problema e propõe uma solução diferente. Um canvas cria uma linguagem comum: coloca na mesma página o que se sabe, o que se supõe e o que se quer testar.
- Visão compartilhada. Todos olham para o mesmo quadro de referência.
- Foco. Ajuda a escolher uma mudança por vez, em vez de dez.
- Memória. Registra o que foi tentado e o que se aprendeu.
- Conversa com líderes. Facilita explicar por que uma mudança foi proposta.
O tipo de pergunta que o canvas organiza
Sem entrar no detalhe de cada campo, que é praticado em sala, vale conhecer o tipo de reflexão que um canvas de mudança provoca:
- Quais insatisfações as pessoas e os clientes relatam hoje?
- O que a organização espera alcançar e por quê?
- Que tensões existem entre o que se faz e o que se espera?
- Quem é afetado pela mudança e como pode reagir?
- Qual é o menor passo que já testa uma hipótese?
- Como saberemos se a mudança funcionou?

Um instrumento vivo
O canvas não é um documento para preencher uma vez e arquivar. A cada ciclo de mudança, ele é revisitado: o que o último experimento mostrou, o que mudou no contexto, qual tensão ganhou força. Essa revisão contínua é o que torna a transformação evolutiva, e não apenas uma série de ações soltas.
Para o coach, o canvas também é uma ferramenta de conversa. Ele permite mostrar à liderança, de forma simples, o raciocínio por trás de cada passo e o que já foi aprendido.
Referências
Obras relacionadas aos conceitos apresentados neste capítulo:
- Anderson, D. J. Kanban: Successful Evolutionary Change for Your Technology Business. Blue Hole Press, 2010.
- Osterwalder, A.; Pigneur, Y. Business Model Generation. Wiley, 2010. (sobre o uso de canvas como ferramenta visual)
- Improvee. Kanban Coaching – KC. Página do treinamento.
O Evolutionary Change Canvas é um dos principais aprendizados do Kanban Coaching – KC.

